Foi uma semana diferente para o Internacional. Inicialmente marcado para Montevidéu, o jogo contra o Cerro foi jogado em Riveira, em decorrência de um grande trabalho da direção colorada que convenseu o time uruguaio das vantagens econômicas de atuar na fronteira com o Brasil. Desta maneira, a cidade de Riveira acabou transformando-se em sub-sede do Beira-Rio e o torcedor colorado teve a oportunidade de se fazer presente aos milhares, lotando o estádio Atílio Paiva, na cidade de Riveira, vizinha da gaúcha Livramento.
Se fora de campo o Inter foi cem por cento, dentro das quatro linhas a equipe não conseguiu passar de um empate frustrante diante do belo time de futebol que demonstrou ser o Cerro. Embora seja um clube pequeno da capital uruguaia, o Cerro mostrou um belo futebol e não será surpresa se vier a Porto Alegre e conseguir ao menos um ponto.
Passados quase três meses do ano e o técnico Jorge Fossati ainda não conseguiu montar um time de futebol. Neste período, tentou fazer o colorado jogar com três zagueiros, uma convicção que para mim sempre foi equivocada. Contra o Cerro, inaugurou o 4-4-2, ou algo parecido. Atuou com dois zagueiros. Foi um progresso. Mas até engrenar o novo esquema, levará algum tempo. Outra mudança que precisa ser feita é no ataque. Edu definitivamente não agrada, assim como Taison. Eu gostaria de ver o garoto Giuliano à frente. Entretanto, seria despir um santo para vestir outro, uma vez que também falta ao Inter maiores opções para o meio. A solução imediata talvez possa ser o Walter ao lado de Alecsandro. Só espero que Fossati não volte atrás e reative o 3-5-2. Neste caso, será melhor destivar o Fossati.






